sábado, 19 de outubro de 2013

Comentário do Clube de Revista de 24/06/2013

Metformin vs. Insulin in the Management of Gestational Diabetes: A Meta-Analysis
Juan Gui, Qing Liu, Ling Feng

PLoS One 2013, 8 (5):e64585

Nessa metanálise, foi comparado o uso de metformina com o de insulina para desfechos maternos e neonatais em pacientes com diabetes mellitus gestacional (DMG). Foi realizada busca de ensaios clínicos randomizados que incluíssem participantes com diagnóstico de DMG, comparassem o uso de metformina com o de insulina e descrevessem o controle glicêmico e um ou mais desfechos maternos ou neonatais. Foram incluídos 5 estudos, totalizando 1.270 pacientes. O controle glicêmico foi descrito em 3 destes estudos, sem diferença entre o uso de metformina e de insulina. Não houve diferença na HbA1c entre 36 e 37 semanas de idade gestacional. Quando avaliados os desfechos maternos, a metformina se associou a menor ganho de peso, menos hipertensão induzida pela gestação (OR 0,52; IC95% 0,30-0,90), embora a incidência de pré-eclâmpsia tenha sido igual entre os grupos. Não houve diferença nos desfechos neonatais estudados (peso ao nascer, hipoglicemia, grande e pequeno para idade gestacional, hiperbilirrubinemia, defeitos congênitos, fototerapia, entre outros) associada a metformina ou insulina. Durante o Clube de Revista, os seguintes pontos foram discutidos:
·         O controle glicêmico foi semelhante quando usada metformina ou insulina; no entanto, grande parte das pacientes randomizadas para o grupo da metformina tiveram em algum momento insulina associada ao tratamento;
·         Em função da ausência de consenso em relação aos critérios diagnósticos de DMG, houve variabilidade entre os 5 estudos incluídos em relação aos critérios diagnósticos e, consequentemente, em relação ao momento do início do tratamento;
·         Ocorreu menor ganho de peso no grupo da metformina;
·         Não houve alteração nos desfechos neonatais com uso de metformina ou insulina.


Pílula do Clube: A metformina pode ser uma opção para o tratamento de DMG, não parecendo trazer efeitos adversos neonatais, além de se atingir um controle glicêmico adequado e menor ganho de peso com essa droga, apesar de grande parte necessitar da adição de insulina em algum momento da gestação.

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