segunda-feira, 14 de abril de 2014

Comentário do Clube de Revista de 17/02/2014

The effects of intermittent or continuous energy restriction on
weight loss and metabolic disease risk markers: a randomised
trial in young overweight women

Michelle N. Harvie, Mary Pegington, Mark P. Mattson, Jan Frystyk, Bernice Dillon, Gareth Evans, Jack Cuzick, Susan A Jebb, Bronwen Martin, Roy G. Cutler, Tae G. Son, Stuart, Maudsley, Olga D. Carlson, Josephine M. Egan, Allan Flyvbjerg, and Anthony Howell.

Int J Obes (Lond). 2011 May ; 35(5): 714–727
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3017674/pdf/nihms224118.pdf

Esse ensaio clínico randomizado, aberto e controlado, teve como objetivo comparar a viabilidade e efetividade da restrição alimentar intermitente com a restrição alimentar contínua no ganho de peso, sensibilidade insulínica e marcadores de risco metabólicos em mulheres de 30-50 anos com IMC 24-40 kg/m2. Para tanto, foram randomizados 107 pacientes (53 no grupo que recebia restrição calórica de 75% duas vezes por semana com alimentação usual para manutenção do peso nos demais dias e 54 participantes no grupo que recebia restrição calórica de 25% da alimentação habitual para manutenção do peso diariamente). As mulheres randomizadas eram provenientes da comunidade ou de um centro de familiares de pessoas com câncer (54% dos participantes). Os critérios de inclusão foram: ganho de peso desde os 20 anos excedendo 10 kg, sem perda de peso e sem restrição alimentar, não fumantes, ciclos menstruais regulares e sem sinais de hiperandrogenismo ou SOP, sem uso de anticoncepcionais nos últimos 6 meses ou fitoterápicos, sem uso abusivo de álcool (>28 U/sem), sem DM, DCV, câncer ou doença psiquiátrica maior. O desfecho primário foi a variação de peso e resistência insulínica entre os grupos após 6 meses de estudo. A avaliação dos pacientes era realizada nos tempos 0, 1, 3 e 6 meses. Os pacientes não recebiam orientação quanto à prática de atividade física. O grupo que recebeu a restrição calórica intermitente (492 – 541 kcal/ dia) apresentou a mesma variação de peso (- 6,4 Kg vs. - 5,6 Kg, P 0,41), uma tendência a redução dos níveis de insulina (2,1 vs. 1,1 mcU/ml, P 0,04) comparado ao grupo que recebeu restrição calórica contínua (1500 kcal/dia em média), respectivamente. Não houve diferença entre os marcadores de risco biológicos entre os grupos (lipídeos, pressão arterial, avaliação hormonal, entre outros). O grupo submetido à restrição calórica intermitente apresentou mais efeitos adversos relacionados à dieta como fadiga, cefaleia e fome. Não houve, no entanto, efeitos adversos graves entre os grupos. Após o término do estudo, 85% dos participantes do grupo de restrição diária e 58% do grupo de restrição intermitente planejavam continuar com a dieta que vinham realizando. Durante o clube, os seguintes pontos foram discutidos:
  • Não foi calculado o tamanho da amostra para ambos os desfechos primários;
  • Foram incluídos pacientes com ampla diferença entre os níveis de IMC em um estudo relativamente pequeno.

Pílula do Clube: A restrição calórica intermitente (duas vezes por semana) parece ser uma alternativa à restrição calórica contínua de acordo com os resultados desse estudo.

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