sábado, 22 de dezembro de 2018

A Follow-Up Strategy for Patients with an Excellent Response to Initial Therapy for Differentiated Thyroid Carcinoma: Less Is Better

Min Ji Jeon, Mijin Kim, Suyeon Park, Hye-Seon Oh, Tae Yong Kim, Won Bae Kim, Young Kee Shong, and Won Gu Kim

Thyroid 2018, 28(2):187-192.

            Estratificar o risco de pacientes com câncer diferenciado de tireoide (CDT) é recomendado para estimar o risco de persistência/recorrência da doença. O estadiamento de risco da American Thyroid Association (ATA) classifica os pacientes em baixo, intermediário e alto risco, conforme diferentes variáveis, e além disso, há a classificação dinâmica de risco, conforme a resposta à terapia inicial, podendo o paciente ter resposta: excelente, bioquímica incompleta, estrutural incompleta e indeterminada. O presente estudo foi uma coorte retrospectiva que avaliou pacientes com CDT tratados com tireoidectomia e iodoterapia, e com resposta excelente, a fim de avaliar as características da doença recorrente estrutural, para definir estratégias adequadas de seguimento para esses pacientes.
Foram avaliados 1.359 pacientes, sendo a maioria do sexo feminino (88%), com mais de 45 anos (64%), e 99% com carcinoma papilar clássico. Apenas 42% tinham tumor maior que 1 cm, portanto a maioria com microcarcinoma, 54% no estágio I (TNM 7ª edição) e 46% no estágio III; 73% com risco intermediário e 27% com baixo risco pelo ATA risk stratification. A dose se iodo variou de 29,7 a 151,3 mCi, e tiveram uma mediana de tempo de seguimento de 8,7 anos. Do total dos pacientes, houve recorrência de doença estrutural (desfecho primário), em 13 pacientes (1%). Todas essas recorrências foram diagnosticadas por ultrassonografia. De forma interessante, dos 13 pacientes, apenas 5 tiveram elevação em Tg e um elevação do anticorpo anti-tireoglobulina, sendo que todas as recorrências com elevação desses marcadores aconteceram 5,5 anos após o tratamento inicial. A primeira recorrência ocorreu 3,6 anos após a terapia inicial, e a última 10,7 anos. Todas as recorrências foram locais, sem evidência de metástases à distância. Entre os que tiveram recorrência, 8 finalizaram o seguimento “sem evidência de doença”; 3 com dados faltantes, 1 com doença persistente bioquímica e 1 com doença persistente estrutural. No final do seguimento, além dos 13 com recorrência estrutural, 14 pacientes tiveram recorrência bioquímica. Os seguintes pontos foram discutidos no clube de revista:
·         Por ser uma coorte retrospectiva, tem as limitações associadas a esse tipo de desenho de estudo;
·         O estudo feito com base inicial de pacientes que eram rastreados com ultrassonografia cervical e, por isso, teve alto índice de microcarcinomas (60%);
·         Não foi possível avaliar taxas de falso-positivos na ultrassonografia cervical;
·         Poucos casos de carcinoma folicular (4 apenas) foram incluídos nesta coorte, não podendo se extrapolar os resultados para este tipo de CDT;
·         São necessários estudos para avaliar melhor o custo-efetividade de dosar antitireoglobulina, tireoglobulina e fazer ultrassonografia cervical em pacientes com excelente resposta; mas talvez, antes disso, avaliar necessidade de rastreamento com ultrassonografia, levando muitas vezes a cirurgias de tumores de tão baixo risco.

Pílula do Clube: pacientes com CDT e excelente resposta à terapia inicial tem ótimos desfechos com baixa taxa de recorrência podendo-se considerar desintensificação do seguimento e realização de exames como ultrassonografia cervical, dosagem de tireoglobulina e antitireoglobulina.


Discutido no Clube de Revista de 19/11/2018.

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