quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Dynamic risk stratification in differentiated thyroid cancer patients treated without radioactive iodine

Denise P Momesso, Fernanda Vaisman, Samantha P Yang, Daniel A Bulzico, Rossana Corbo, Mario Vaisman, R. Michael Tuttle

J Clin Endocrinol Metab 2016, 101(7):2692-700.

            Trata-se de coorte retrospectiva de 507 pacientes com carcinoma diferenciado de tireoide (CDT) submetidos à lobectomia (L) ou tireoidectomia total (TT)  sem receber I131, avaliados com o objetivo de validar definições de resposta terapêutica dinâmicos e  desfechos clínicos relacionados, principalmente risco de persistência ou recorrência. Este sistema de resposta terapêutica já foi validado para pacientes tratados com TT e I131. Do total, 280 pertenciam ao Memorial Sloan Kettering Cancer Center (MSKCC), New York, USA e os outros 227 foram avaliados na UFRJ e Instituto Nacional do Câncer (INCA) RJ/Brasil. O seguimento mínimo foi de 24 meses após a terapia inicial (exceto se desfecho clínico atingido antes deste período). O seguimento – a cada 6 meses no 1o ano e a cada 6-12 meses após, foi baseado na estratificação dinâmica de risco do indivíduo. O tratamento inicial recebido foi lobectomia (n=187) ou TT (n=320). A média de idade foi de 43,7 anos, 88% eram mulheres, 85,4% foram classificados como baixo risco e 14,6% foram considerados de risco intermediário. Doença estrutural persistente/recorrente foi observada em 0% daqueles com excelente resposta à terapia (tireoglobulina não estimulada [Tg NE] para TT 0,2 ng/ml e para L 30 ng/ml, anticorpo anti-Tg (AATg) indetectável e imagem negativa – n=326); em 1,3% daqueles com resposta indeterminada  (Tg NE para TT 0,2–5 ng/ml, estabilidade ou declínio de AATg e/ou achados de imagem não específicos – n= 2/152); em 31,6%  daqueles com resposta bioquímica incompleta (Tg NE para TT 5 ng/ml e para L 30 ng/ml e/ou aumento da Tg com níveis similares de TSH e/ou aumento do AATg com imagem negativa – n=6/19); e em 100% daqueles com resposta estrutural incompleta – n=10/10 (P=0,001). Proporção significativa de pacientes com Tg NE positiva no pós-operatório sem I131 apresentaram declínio deste marcador ao longo do tempo, mesmo sem terapias adicionais. Conforme os resultados, as estimativas iniciais de risco para persistência e recorrência do ATA foram significativamente modificadas baseados na resposta a terapia inicial, logo, a proposta para avaliação dinâmica de resposta ao tratamento nos pacientes submetidos TT sem I131 e lobectomia é uma ferramenta efetiva durante o seguimento, podendo mudar a necessidade de terapias complementares. Durante o clube foram discutidos os seguintes aspectos:
      A avaliação de resposta à terapia inicial na TT/lobectomia sem I131 foi capaz de identificar pacientes com alto risco para doença recorrente, colocando a dosagem da TG em papel decisivo durante o seguimento;
      O uso de I131 após TT a fim apenas de facilitar o seguimento poderá ser dispensado;
      Uma resposta excelente à terapia diminui dramaticamente o risco de recorrência tanto no baixo quanto no intermediário risco nos pacientes em questão;
      A resposta indeterminada se aproxima muito da resposta excelente, relacionada a um bom prognóstico, sugerindo que esses pacientes podem ser manejados de forma conservadora

Pílula do Clube: A avaliação dinâmica da resposta ao tratamento de pacientes submetidos à tireoidectomia total ou lobectomia sem I131 mostrou ser ferramenta efetiva no seguimento deste tratamento.


Discutido no Clube de Revista de 09/01/2017.

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