segunda-feira, 4 de julho de 2016

Effect of Growth Hormone Treatment on Factures and Quality of Life in Postmenopausal Osteoporosis: A 10 Years Follow-Up Study

Emily Krantz, Penelope Trimpou, and Kerstin Landin-Wilhemlsen
Clinic foi Internal Medicine, Sodra Alvsborg Hospital, Sweden; and Section for Endocrinology, Sahlgrenska University Hospital at Sahlgrenska Academy, university of Gothemburg, Sweden

J Clin Endocrinol Metab 2015, 100:3251-9.

O IGF-1 diminui com a idade e mulheres na pós-menopausa com osteoporose têm menor IGF-1 do que controles da mesma idade. Uma vez que o GH pode estimular a atividade osteoblástica, os autores hipotetizaram que a reposição deste hormônio na somatopausa poderia ser benéfica. O estudo visou reportar fraturas e qualidade de vida entre mulheres com osteoporose e em TRH que utilizaram GH 1 UI/d ou 2,5 UI/d por três anos comparado com placebo em seguimento de 10 anos. O delineamento do estudo inicialmente foi de um ensaio clínico randomizado controlado por placebo. Na sequência, foi incluída uma população controle composta por 122 mulheres de idade semelhante às pacientes do estudo selecionadas aleatoriamente para avaliar incidência de fraturas comparativamente. Critério de inclusão: mulheres com osteoporose (T score < -2,5) em uso de TRH. Critérios de exclusão: diabetes, insuficiência cardíaca, DRC, história de doença isquêmica, uso crônico de corticoide, doenças ósseas e uso de inibidores de osteoclastos. Desfechos primários: ocorrência de fraturas e qualidade de vida. Foram incluídas 80 pacientes, que foram randomizadas em blocos e alocadas por computador. Todas pacientes receberam 750 mg de cálcio + 400UI de vitamina D. Das 80 mulheres, 28 receberam GH 1 UI/d, 27  2,5 UI/d e 25 mulheres receberam placebo. A fase de ECR duplo-cego teve 18 meses de duração; as pacientes em uso de placebo tiveram o cegamento quebrado aos 18 meses por decisão do comitê de ética da universidade. As demais pacientes mantiveram o uso de GH por 3 anos. Foram realizados avaliação hormonal, densidade mineral óssea (DMO) e fratura no início do estudo e 10 anos após. Qualidade de vida foi avaliada pelo questionário SF-36. Foram realizadas DXA bianuais até 48 meses e após aos 60, 72, 96, 120 meses de seguimento. Fraturas eram avaliadas em exames posteriores, e definidas pelo decréscimo de 20 % da altura vertebral e registros no Hospital fr Gothemburg e comissão de saúde e bem-estar.
Os resultados mostraram que a DMO aumentou proporcionalmente à dose de GH utilizada e que este efeito permanecia por até dois anos do uso de GH. Ao final de 10 anos de seguimento todos os grupos tiveram menor densidade mineral óssea comparativamente ao início do estudo. O estudo também comparou a incidência de novas fraturas entre os grupos.  Após 10 anos do início do tratamento ocorreram 28 fraturas no total, 9 no grupo placebo, 8 no GH 1UI/D e 9 no grupo 2,5 UI/D não havendo diferença entre os grupos. Qualidade de vida foi semelhante entre os grupos (uso de GH, placebo e população controle) e piorou igualmente conforme a progressão da idade. Durante o clube foram discutidos alguns aspectos do estudo:
·        Estudo foi confuso no seu delineamento, pois comparava pacientes de um ECR, incluindo pacientes em uso de GH e controles em uso de placebo, com uma população aleatória de mulheres;
·        A amostra foi muito pequena para avaliar os desfechos propostos;
·        A avaliação de fraturas foi pobre, sendo comparada com a incidência prévia e com a incidência em uma população controle. Quando comparavam grupo em uso de GH com placebo não houve diferença;
·        O estudo que deu origem a este estudo demonstrava aumento de DMO em pacientes em uso de GH, contudo esse efeito não se traduziu em diminuição das fraturas;
·        O delineamento do estudo e o excesso de itens avaliados também não ajudou a compreensão do estudo.
Pílula do clube: O uso de GH em mulheres na pós-menopausa parece ser útil em aumentar a DMO durante seu uso, contudo isso não se refletiu em diminuição de fraturas ou melhora da qualidade de vida.


Discutido no Clube de Revista de 23/05/2016.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Ultrasonographic and clinical parameters for early differentiation between precocious puberty and premature thelarche

Liat de Vries, Gadi Horev, Michael Schwartz, and Moshe Phillip European Journal of Endocrinology 2006, 154:891–898 ht...