domingo, 12 de agosto de 2012

Comentário do Clube de Revista de 30/07/2012


A Pooled Analysis of Vitamin D Dose Requirements for Fracture Prevention
Heike A. Bischoff-Ferrari, Walter C. Willett, Endel J. Orav, Paul Lips, Pierre J. Meunier, Ronan A. Lyons, Leon Flicker, John Wark, Rebecca D. Jackson, Jane A. Cauley, Haakon E. Meyer, Michael Pfeifer, Kerrie M. Sanders, Hannes B. Stähelin, Robert Theiler, and Bess Dawson-Hughes.

N Engl J Med 2012;367:40-9.


Nesta análise agrupada de ECRs cegados, foi estimado o efeito da suplementação real de vitamina D conforme a ingestão de cada participante e a incidência de fraturas não vertebrais e de fêmur. Para isso, foram incluídos 11 ECRs, totalizando 31.022 indivíduos acima de 65 anos, em uso de suplementação com vitamina D com ou sem cálcio, comparados ao controle (placebo ou suplementação de cálcio apenas). O regime de uso poderia ser diário, semanal ou a cada 4 meses. O desfecho primário avaliado foi o risco de fratura de fêmur ou qualquer fratura não vertebral em indivíduos com ingestão real de vitamina D. Como resultado principal, apenas ingestões acima de 792 UI de vitamina D por dia se associaram com redução do risco de fraturas (30% fêmur e 14% em qualquer fratura não vertebral), independente da idade, sexo ou tipo de moradia. Na análise intention-to-treat, houve uma redução não significativa de 10% no risco de fraturas de fêmur (P=0,07) e uma redução significativa de 7% no risco de qualquer fratura não vertebral no grupo tratado em relação ao controle. O nível sérico de vitamina D acima de 24 ng/ml foi associado à redução do risco de fraturas. Durante o Clube de Revista, os seguintes pontos foram discutidos
  • Esta foi a primeira análise agrupada de ECRs que avaliou a dose real ingerida de vitamina /D com o risco de fraturas; 
  • A associação entre o risco de fraturas e os níveis séricos de vitamina D foi realizada em uma pequena percentagem de pacientes (4383 pacientes) com métodos de dosagens de vitamina D bastante variáveis entre os estudos; 
  • Não pode ser avaliado o efeito da maior ingestão de vitamina D (792-1000 UI/dia) sem cálcio, pois todos os estudos com doses de vitamina D ≥800 UI/dia incluíam também a suplementação com cálcio;
  • A massa óssea dos indivíduos analisados não foi descrita.


Pílula do Clube: Em pacientes acima de 65 anos, apenas a suplementação com altas doses de vitamina D (>792 UI) se associou com redução do risco de fraturas, independente da idade, sexo ou tipo de moradia.

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